14.3.11

pessoa(s) que inspira(m)

"Mas o contraste não me esmaga - liberta-me; e a ironia que há nela é sangue meu."

Livro do Desassossego, Fernando Pessoa, Assírio e Alvim, página 43



e é assim do nada, que me apanham desprevenida; e depois fico com insónias de horas; e depois fui para a aula de Língua Portuguesa com duas horas de sono em cima e indicações incorrectas. bandidos.

13.3.11

rimbombar da violência do som

para mim é magia. a rapidez, o desenlace sonoro dos tendões, a concentração de cada um. é dos sons mais arrebatadores que conheço, é de uma violência brutal que remete meu corpo e minhas memórias para o desentendimento mais profundo. o martelar consciente esmaga as emoções  e arrepia cada vértebra, cada cabelo. tem o poder de me arranhar as ideias e quando acaba sinto saudade desse piano.


ouvindo yann tiersen no chão do quarto, Lx, 13-03-2011

sou surda com os pés

plack plack
cima, baixo
bate, ressoa
o dedo sobe, o dedo desce
uns esperam, outros sofrem
firme e frio
surdo e concentrado
desfocado e turvo
é o plack plack dos dedos do pé.


sítio triste, Lx, 17-02-2011

10.3.11

tisanas visuais II


esse azul negro que te envolve em toda a tua brancura e te queima por dentro.


gota a gota, erro a erro, ano a ano, és sujo e degradado.
ficas sentado na escada à espera que alguém se lembre de ti.

tisanas visuais I

bem, se não tenho tempo ou paciência para escrever por vontade própria, publico aqui alguns textos que escrevo para projecto. melhor que nada?

1. decadência interrompida
o meu conceito envolve-se com o lado mais esquecido do Homem.
o desassossego, essa procura pela verdade pessoal expressa-se apartir do estado mais sujo, mais triste e mais amargo.
a isto, queremos apelidar de memória quando simplesmente faz parte do eu, quando está alojado na alma, quando ainda grita dentro do coração.
e aí existe saudade do que antes eramos.

bons-dias

no fundo da chávena

segue os buracos na calçada