escrever coisas bonitas todos sabemos cuspir.
coisas cruas nem todos querem sentir.
conspiração de perna cruzada numa cama apinhada(de coisas), Lx, 03-04-2011
3.4.11
27.3.11
delírios I
mia sentada na cama olha de repente para o caos instalado à sua frente. mãe repousa na ombreira da porta.
mãe: mia?
mia: sim? (sacode a cabeça e olha para A Mestra)
A Mestra ri.
mia fica confusa: 'que foi?
A Mestra: estavas extremamente concentrada a olhar para o nada.
mãe: mia?
mia: sim? (sacode a cabeça e olha para A Mestra)
A Mestra ri.
mia fica confusa: 'que foi?
A Mestra: estavas extremamente concentrada a olhar para o nada.
20.3.11
relógio biológico
Por quantas vezes fiquei a ver a chuva,
sentindo o barulho na pele.
Quantas vezes tropecei e cai
nessas ruas cheias de troça.
E quantas vezes,
ó quantas vezes;
chorei eu no escuro
pelo meu triste verso.
Lx, fim da cama nas altas horas da manhã ainda noite, 20-03-2011
sentindo o barulho na pele.
Quantas vezes tropecei e cai
nessas ruas cheias de troça.
E quantas vezes,
ó quantas vezes;
chorei eu no escuro
pelo meu triste verso.
Lx, fim da cama nas altas horas da manhã ainda noite, 20-03-2011
17.3.11
abandono
guardei em mim
demasiadas pessoas,
pouca essência.
deixei a distinção da realidade.
e agora,
tão tristemente,
ouço o assobio inerte
da minha alma a vaguear
no corrimão mudo
dessas ruas ácidas.
Lx, mesa, 17-03-2011
demasiadas pessoas,
pouca essência.
deixei a distinção da realidade.
e agora,
tão tristemente,
ouço o assobio inerte
da minha alma a vaguear
no corrimão mudo
dessas ruas ácidas.
Lx, mesa, 17-03-2011
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