10.5.11

ilimitou-se

o choque. já não sei se quero a carne seca ou a carne viva. posso aproximar-me ou retomar uma veia antiga crescendo e moldando novas formas dentro de tudo. mas já não sei, porque é a palavra, é o som e o movimento do tendão que me puxam até ao fundo. e do fundo do poço consigo ver tanto. mas tanto.

foi agora, pronto.

5.5.11

ai no i

e o Amor passou a ser tabu para mim.

Lx, entre livros e papel no caos arrumado pela Linda, 05-05-2011

4.5.11

peixe cru na tábua molhada

Verdade,
essa doença a que chamam loucura.

data desconhecida
repescado do placard da cozinha. os meus pais andam a apanhar os rascunhos que deixo pela casa.

2.5.11

é só um conselho.

inspira com toda a fé que encontrares.
lunática e descrente.
agora vê lá se não te engasgas.

Lx, 02-05-2011

30.4.11

pó sujo

a carne que deixei apodreceu; ganhou as cores dos meus sonhos. quando a encontrei, pela sua fragância tóxica, lembrei-me que a tinha esquecido no canto da varanda deixando-a à espera do bicho negro. só assim me lembrei que também naquela varanda varrida pela violência primitiva me esqueci dos meus sonhos.

Lx, 30-04-2011

bons-dias

no fundo da chávena

segue os buracos na calçada